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SONESP | Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo

Atendimento: Segunda à Sexta

Horário: 08h às 17h 

28 de FEVEREIRO de 2012


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Este  é a manifestação pública que a Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo   faz à toda sociedade brasileira em geral , e em particular ao poder público constituído neste 8 de Março – Dia Mundial do Rim  de 2012 conclamando-o para que se engajem na ação em defesa da vida das pessoas  portadoras de doenças renais.

Como é de amplo conhecimento  aqueles  que perdem  a função dos rins ,órgãos fundamentais  para a vida dos seres humanos sobre a terra,conseguem  sobreviver com regular qualidade de vida através de rins artificiais ,equipamentos  que vem tendo grande aperfeiçoamento desde os meados dos anos 70, graças aos avanços da ciência mundial .

Hoje são a cerca  1 500.000 de habitantes do planeta Terra    que sobrevivem com rins artificiais o que equivale a população de três cidades de Florianópolis no Brasil .  Além destes  a ciência nos tem brindado com a melhora efetiva do transplante renal, e métodos de diálise peritonial permitindo pois aos renais uma expectativa de vida antes absolutamente  impossível.Sem paralelo na história da medicina o aparelho conhecido como hemodialisador  é o único órgão artificial de sucesso na preservação da vida a  longo prazo conseguido pela ciência de nosso tempo

No Brasil são cerca de 90 mil pessoas  que sobrevivem  à custa dos rins artificiais, muitos com mais de 20 anos de sobrevida. Embora  a oferta com qualidade desta  possibilidade  de tratamento aos renais brasileiros venha melhorando ao longo dos últimos 40 anos ,não há como fechar os olhos diante  do  mar de graves  problemas que se avoluma   em função de carências  nacionais objetivas na atenção a estas pessoas.

Estima-se que cerca de 12 milhões de brasileiros padeçam de alguma forma de insuficiência renal neste momento, os quais  precisam ser tratados com maior especificidade e mais efetividade.

No que diz respeito a prevenção é preciso que se diga que a população hoje está mais informada graças a atenção dada pelos  meios de comunicação de massa e a maior organização da sociedade civil. Que os dois grandes vilões das moléstias renais progressivas, em nosso tempo,  o diabetes e a hipertensão arterial,  vem tendo combate mais eficiente com a distribuição gratuita de medicamentos e outras medidas   de controle que  permitem  acesso  a assistência médica   as camadas mais pobres de nossa população . Há, no entanto a constatar, uma enorme carência de ambulatórios especializados em Nefrologia para tratamento daqueles que já estão a exigir atenção  especializada,embora tenha havido progressos substanciais com a criação dos AMAS de especialidade.

No tocante aos pacientes que conseguiram o tratamento dialítico, já aquinhoados com a perspectiva de vida estabelecida pelos rins artificiais  e outros métodos há a considerar que os Hospitais Brasileiros em sua esmagadora maioria não estão preparados para atender os pacientes dialíticos em suas intercorrências  que exijam internação hospitalar. Urge pois que medidas prementes sejam tomadas para aparelhar os hospitais públicos com serviços nefrológicos e equipamentos  para atendimento desta enorme população.

Estima-se que para  cada paciente em programa dialítico ,ocorra pelo menos  uma internação hospitalar por ano com média de 10 dias de permanência,para tratamento de intercorrencias,  o que apenas na cidade de São Paulo com 9 mil pessoas em tratamento haja necessidade de pelo menos 90 mil  leitos/dia  por ano,  que significam   200 leitos disponíveis nos diversos hospitais e que devem ser urgentemente aparelhados  a este fim    no que obviamente estamos muito defasados.  Impõe-se, pois  a oferta não apenas  de novos postos ambulatoriais  de diálise em São Paulo e no Brasil,mas também da montagem de Unidades Nefrológicas Intra Hospitalares,para atender os que delas  necessitam garantindo acessibilidade a estas pessoas.Acessibilidade aos renais passou a ser palavra de ordem

Mesmo na cidade de São Paulo, a mais rica do país, conta-se nos dedos os hospitais públicos ou privados habilitados para atender renais.

Embora  avanços  objetivos tenham sido alcançados  nos resultados do transplante renal como alternativa de vida de qualidade , há a considerar que há um percentual significativo  de pacientes que pode se beneficiar ainda mais com a articulação efetiva da atenção primária com a terciária permitindo o diagnóstico precoce e a melhor opção possível de tratamento para cada tipo de paciente

Urge pois que se crie no Brasil a começar de São Paulo um Sistema Integrado de Atenção ao  Renal que possa articular todas as pontas deste problema que virou objeto de Saúde Publica em função de sua expansão como moléstia de  massas.

Respeitando os limites das condições de cada região há evidencias claras que impõem a criação  de  um organismo articulado capaz de juntar o escalão federal com a alocação recursos adequados   e o planejamento e execução estaduais e municipais contando com a expertise médica acumulada e a participação ativa da comunidade organizada de renais.E como sempre  temos certeza São Paulo  a locomotiva do Brasil  sairá na frente.
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Toda  força ao  SISTEMA BRASILEIRO  INTEGRADO DE ATENÇÂO AO  RENAL (SIAR)

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