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SONESP | Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo

Atendimento: Segunda à Sexta

Horário: 08h às 17h 

Data das Notícias

Arquivos SONESP

01 de SETEMBRO de 2019​​​​​​​

Sociedade brasileira de hipertensão divulga Call to Action prevenção e controle da hipertensão.

No site da SBH (www.sbh.org.br), profissionais de saúde podem encontrar em destaque o 𝘊𝘢𝘭𝘭 𝘵𝘰 𝘈𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 com ações para avançar no controle e prevenção da hipertensão arterial.
O conjunto de medidas é recomendado pela 𝘞𝘰𝘳𝘭𝘥 𝘏𝘺𝘱𝘦𝘳𝘵𝘦𝘯𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘓𝘦𝘢𝘨𝘶𝘦 (WHL), com versões disponíveis para visualização e download em inglês e português.

O material está disponível no site temporário da Sociedade Brasileira de Hipertensão. O site oficial neste momento passa por uma total reformulação para se tornar mais dinâmico, moderno e funcional em seu relançamento, ainda neste ano. O novo site é parte de uma série de ações de reformulação da comunicação da SBH com seus associados e parceiros, que inclui também um novo serviço de divulgação pelo Whatsapp e a retomada de informações por mailing.


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06 de SETEMBRO de 2019​​​​​​​

A diretoria da SBN apresenta a membros seu código de

conduta.

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11 de SETEMBRO de 2019​​​​​​​

Oportunidade de pesquisa em saúde.

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, investe 45,2 milhões de reais em cinco chamadas públicas em temas variados para a saúde. O financiamento divide-se em doenças raras, alimentação e nutrição, cuidados à pessoa com deficiência doenças transmissíveis e negligenciadas e uma específica para malária.

Estão abertas até o dia 14/10/2019 as seguintes chamadas:

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Podem concorrer aos editais pesquisadores com o título de doutor ou livre docência e que sejam vinculados a Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação. As propostas a serem financiadas na chamada deverão ter o seu prazo máximo de execução de três anos.

Todas as chamadas terão acompanhamento pelo Departamento de Ciência e Tecnologia visando o monitoramento e a avaliação dos projetos para que melhor atendam os interesses do SUS.

As chamadas estão disponíveis na plataforma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), parceiro do Ministério da Saúde. As inscrições devem ser feitas pela Plataforma Carlos Chagas.

Para ter acesso aos editais, acesse o site: http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas

Para informações adicionais, escreva para atendimento@cnpq.br .

18 de SETEMBRO de 2019​​​​​​​

Quando os rins vão à academia...

Cibele Isaac Saad Rodrigues

Como médica, poderia escrever durante horas sobre os benefícios da atividade física para a imensa maioria das pessoas. No entanto, é sempre bom lembrar que atletas de final de semana, sem avaliação médica prévia, podem sofrer isquemia (falta de oxigênio) em tecidos nobres como o coração e o cérebro quando se submetem à sobrecarga sem que o organismo estivesse preparado para tanto.

Mas, via de regra, a academia é um excelente local de preparo para uma vida saudável, principalmente se o indivíduo estiver orientado sobre alguns aspectos.

Recentemente, em entrevista a uma rádio de nossa cidade, fui perguntada sobre os malefícios do uso indiscriminado de proteína na dieta. É difícil pontuar prós e contras em poucos minutos. Assim, aproveito este espaço privilegiado para fazer alguns alertas.

Frequentemente, a prescrição de dietas chamadas hiperproteicas está associada à atividade física regular e à vontade de ter um físico forte, bem torneado e que seja notadamente “saudável”. Talvez a cultura ao corpo e a ditadura da beleza, tão buscadas na sociedade moderna, tenham seu papel nos exageros cometidos na atividade física desmedida especialmente se associada ao consumo de dietas e suplementos impróprios, e quando na presença de nefrolitíase (pedras nos rins) ou de alguma doença que já tenha levado a uma perda de função renal (como diabetes, pressão alta, nefrites, entre outras).

É preciso lembrar que a atividade física extenuante pode determinar uma quebra de proteínas musculares. O nome dado a isso é rabdomiólise. Seus produtos, liberados de dentro das células musculares, são a mioglobina e o potássio, elementos excretados pela urina.

Vale lembrar que a associação de rabdomiólise com desidratação (causada pelo suor excessivo, principalmente em condições climáticas adversas de muito calor, sem reposição adequada de líquidos) pode diminuir a formação de urina e, literalmente, “entupir” os rins de forma grave. Eventualmente, isso pode causar a necessidade de diálise ou, até mesmo, a morte por arritmia, como as notícias que já ouvimos em casos de jovens que entram para as Forças Armadas que ensejaram, inclusive, uma forte campanha preventiva por parte do Exército Brasileiro (disponível em http://www.eb.mil.br/campanha-de-prevencao-a-rabdomiolise1). O uso de proteínas em excesso nestas condições pode ser fator decisivo em causar estragos no rim, podendo ser fatais.

Os pacientes com rabdomiólise têm sintomas de dores musculares de forte intensidade e rigidez. São comuns as câimbras, mal-estar, fadiga e urina vermelho-escura ou acastanhada, devido à presença da mioglobina. É importante analisar caso a caso, mas, certamente, o uso de anabolizantes, carnitina, creatina, complexos vitamínicos ou medicamentos nefrotóxicos como anti-inflamatórios e corticoides, sem prescrição médica, associados à dieta hiperproteica e atividade física excessiva, podem predispor a graves problemas renais.

Ressalto que os anabolizantes utilizados para melhoria de desempenho estão formalmente contraindicados e só devem ser utilizados em casos de deficiência do hormônio testosterona, como ocorre em desnutrição extrema (caquexia); em pacientes que estão no pós-operatório de cirurgias de grande porte; ou como coadjuvante no tratamento de doenças graves, sempre sob orientação médica, pois os inúmeros efeitos colaterais e os riscos não compensam os supostos benefícios.

Também é de destaque que um suplemento alimentar comercial, mesmo com registro que avalize sua qualidade, por melhor que seja, jamais poderá substituir uma dieta alimentar balanceada ou um tratamento médico específico. Pode ser, sim, muito benéfico para o tratamento de desnutrição e melhora da imunidade, mas deve ser orientado por nutricionista ou médico.

Lembrando que, como o próprio nome sugere, suplemento é algo que acrescenta, portanto, é um complemento alimentar, e nunca um substituto.

Se você sabe ter um problema renal, todo cuidado é pouco com o que come, suplementa ou toma de medicamentos. O caminho mais fácil ou ilegal, como, eventualmente, o utilizado para aquisição de hormônios anabolizantes, pode ser sem volta.

Como tudo nesta vida, a parcimônia, o equilíbrio e a prescrição de medicamentos e suplementos sob supervisão especializada de quem, de fato, entende do assunto, são medidas preventivas muito bem-vindas para quem quer levar seus rins à academia e sair de lá com eles sempre funcionando bem.

Cibele Isaac Saad Rodrigues é professora-doutora titular do Departamento de Medicina da FCMS da PUC-SP e Coordenadora Acadêmica do Hospital Santa Lucinda. Ela também é presidente da Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo.