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Ação no Parque da Jaqueira alerta para riscos de doenças renais crônicas

sexta-feira, 11 de março de 2011

Para cada um paciente renal crônico, outros 28 apresentam problemas mais brandos nos rins e, pior, a quase totalidade deles não tem conhecimento da enfermidade. A estatística, elaborada pelo Censo Nefrológico no ano passado, foi apresentada nesta quinta-feira (10), durante as atividades desenvolvidas no Parque da Jaqueira, no Recife, durante o Dia Mundial do Rim. Somente em Pernambuco, estima-se que 100 mil pessoas tenham doenças que comprometem o órgão.

Apenas no estado, 1.783 pessoas aguardam na fila de transplante por um rim. O órgão é um dos mais raros, mas também dos mais necessários, o que aumenta a angústia de pacientes como Natanael Barbosa de Lima. Aos 27 anos, o ex-zelador já não trabalha. Morador de Itaquitinga, o jovem vem ao Recife fazer hemodiálise três vezes por semana, em sessões de 4 horas, o que faz com que ele tenha dificuldades de conseguir emprego.

Há quase dois anos na espera e preenchendo um perfil raro, de jovem sem outras doenças crônicas que desenvolve a insuficiência renal, ele se apega a parte de sua vida que pode ser considerada normal e que não envolve máquinas em seu cotidiano. “Quando comecei a ter problemas, em 2009, senti dores nas pernas e nos braços. Hoje, apenas tenho um problema de pressão de vez em quando, mas nada muito sério. Vivo bem, na medida do possível, e vou ficar ainda melhor agora que vou ser pai”, garante.

Entre os principais fatores de risco para problemas renais, o diabetes e a hipertensão são os grandes vilões, uma vez que pelo menos uma das enfermidades está presente no diagnóstico de 50% dos pacientes renais crônicos. Justamente por isso os personagens Rinaldo e Renaldo, mascotes da campanha, convocaram quem caminhava no Parque da Jaqueira para conferir a pressão arterial e fazer um teste rápido de glicemia.

Para o militar Carlos Alberto de Amorim, de 60 anos, a oportunidade veio como um alerta. Hipertenso, ele aproveitou a caminhada para conhecer as formas de se prevenir de outras doenças que possam afetar o órgão. “Tem que ficar alerta. Um sessentão assim? Precisa de informação mesmo. E de graça fica melhor ainda”, brinca. A comerciante Rejane Martins também aproveitou o teste de glicemia para saber se tem que maneirar nos doces. “Tenho que manter tudo controlado para poder ficar tranquila”, garante.

De acordo com o assessor da Secretaria Municipal de Saúde, Tiago Feitosa, a ação tem o objetivo de alertar para a necessidade de verificação constante dessas duas doenças, que influenciam bastante a saúde nefrológica do paciente. “A hipertensão já atinge 5% da população adulta, por isso é preciso ficar vigilante. Com rotinas estressantes, hábitos alimentares sofríveis e falta de exercício físico, complicações como as doenças renais podem ocorrer, mas poderiam ser evitadas de formas simples”, afirma.

Segundo o coordenador do departamento de nefrologia do Hospital Maria Lucinda, Rodrigo Bezerra, há uma preocupação ainda maior quando se trata pacientes do Nordeste, onde a ingestão de sal em excesso, um dos componentes que favorecem a deterioração do rim, faz parte da cultura local. “Com pratos como carne de charque, por exemplo, consumidos com freqüência, a média de consumo diário de sal chega a ser mais de três vezes superior ao ideal. Enquanto o índice deve ser de 5 a 6 gramas, em Pernambuco, a média gira entre 15 e 20 gramas diariamente”, explica.

Além de hábitos físicos e alimentares, o comprometimento do rim também pode ser evitado com comportamentos simples, como a ingestão diária de pelo menos 1,5 litro de água. Para verificar o funcionamento regular do órgão, durante os check-ups anuais é recomendado que o próprio paciente solicite ao seu médico o exame de creatinina na urina e no sangue. Quando presente em altos índices, a substância indica que o órgão não funciona adequadamente.

Como funciona – Os rins são os órgãos responsáveis por eliminar as impurezas de nossa sangue, além de controlar a quantidade de água e sal do corpo e produzir hormônios para o bom funcionamento do organismo. Em casos de transplante ou de comprometimento parcial do órgão, é possível viver com apenas um deles, suficiente para, em um ritmo mais lento, tratar o sangue e regular a pressão arterial da pessoa.

De acordo com o nefrologista Rodrigo Bezerra, um dos grandes desafios para o paciente e a classe médica é o diagnóstico precoce. Por se tratar de uma doença silenciosa, normalmente, os sintomas só se manifestam em um estágio avançado. “Nesse caso é possível verificar anemia, diminuição do volume e muita espuma na urina, vômitos, soluços persistentes, inchaço, indícios de infecção urinária, palidez e fraqueza”, ensina, lembrando que o mais importante é apostar na prevenção.

Fonte: Ed Wanderley – Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Prevenção ajuda a reduzir o número de casos de insuficiência renal

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

110909aDois exames rápidos e que podem ser feitos na rede pública de saúde são o maior aliado na prevenção de uma doença que atinge milhões de brasileiros: a insuficiência renal.

Os especialistas alertam que identificar o problema cedo é a melhor maneira de evitar as sérias complicações.

Há dois anos, o equipamento faz o que os rins de seu Israel Marcelino Dantas não conseguem mais: filtrar o sangue do ex-manobrista. Foi por acaso que ele descobriu o problema. “Na casa da cliente eu comecei a passar mal. Eu achei que seria um problema qualquer, uma comida ou algo assim”, disse.

Era tarde demais. A hipertensão já tinha comprometido as funções renais. O seu Israel ainda tenta se acostumar à ideia de que a vida depende de uma máquina e mantém a esperança de que tudo acabe bem. “Existe uma coisa muito boa que é o transplante e eu tenho esperança que vou sair dessa”, falou.

No Estado de São Paulo, dez mil pessoas aguardam o fim dessa agonia na fila para transplante de rim. Mas, por ano, apenas 800 conseguem.

“A preocupação é mostrar para a população em geral que é possível ter a doença, que é possível tratar a doença e impedir a evolução para a insuficiência renal”, explicou João Damásio Simões, diretor de clínica nefrologia.

Enquanto o transplante não chega, centros de hemodiálise como o da Lapa são a segunda casa de pacientes com insuficiência renal. As salas estão sempre cheias das 5h30 às 20hs. São sessões de quatro horas, três vezes por semana. Para alguns, essa é a rotina há mais de 20 anos. Mas muitos pacientes não precisariam enfrentar tudo isso se soubessem do problema mais cedo.

De acordo com a Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo; de cada dez adultos, um tem insuficiência renal. Mas 90% não sabem.

“É considerada uma epidemia mundial em função de ser uma doença grave e silenciosa. Nos estágios iniciais não apresenta qualquer sinal ou sintoma, mas pode determinar a morte precoce ou a perda total dos rins se não for diagnosticada precocemente”, esclareceu Altair Lima, presidente da Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo.

São considerados grupos de risco diabéticos, hipertensos, pessoas com doentes renais na família, obesos e portadores de doenças sistêmicas, como hepatite e lúpus.

Exames simples podem revelar o problema, como o de urina e o de sangue, que avalia a concentração de creatinina. Foram esses os pedidos do médico que atendeu a dona de casa Leonor de Souza Santana. Ela tem pressão alta. No momento da consulta ela estava com 18 por 11. Ficou preocupada e quer evitar complicações. O Estado de São Paulo tem hoje três milhões de pessoas com insuficiência renal.

Fonte: Rede Globo SPTV

Doença renal crônica atinge 12 milhões no Brasil

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

020909aAproximadamente 12 milhões de brasileiros apresentam algum grau de insuficiência renal e 52 milhões correm risco de desenvolver o problema por serem idosos, obesos, diabéticos, hipertensos ou terem algum histórico familiar – os principais grupos de risco da doença. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a insuficiência renal afeta um em cada dez indivíduos, mas cerca de 90% não sabem que têm a doença, uma realidade que muitos desconhecem e que poderia ser evitada.
A falta de informação e a ausência de sintomas nos estágios iniciais da doença – eles só se manifestam quando o rim já perdeu 50% de sua função -, levam, na maioria dos casos, a um diagnóstico tardio. Na prática, isso significa que o paciente necessitará de diálise ou até mesmo de um transplante de rim, o que poderia ser evitado na maioria dos casos.
“Devido à demora no diagnóstico, os pacientes já chegam ao serviço de saúde em estado crítico, precisando de tratamentos mais complexos, que podem comprometer sua qualidade de vida. A situação poderia ser evitada se a doença fosse detectada em fase inicial, com uma simples dosagem de creatinina no sangue e análise de urina”, afirma a nefrologista Altair Lima, presidente da Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo – SONESP.
Cerca de 95 mil renais crônicos no país dependem de diálise ou transplante para sobreviver. A estimativa dos especialistas é que esse número ultrapasse 105 mil casos em 2010 e duplique nos próximos dez anos, sobrecarregando o sistema de saúde.
Atualmente, os pacientes já enfrentam a falta de vagas em clínicas e hospitais para realizar hemodiálise ou precisam percorrer longas distâncias para ter acesso à terapia, o que dificulta a adesão ao tratamento e aumenta a incidência de óbitos. Estima-se que, a cada ano, cerca de 4 mil pacientes não conseguem vaga para se tratar.
Do total de doentes em diálise, cerca de 90% submetem-se à hemodiálise e o restante dos pacientes encontraram-se na Diálise Peritoneal (DP), modalidade domiciliar de terapia renal, geralmente realizada à noite – o que possibilita que levem vida ativa e praticamente normal.
“Além de facilitar a adesão ao tratamento, a DP é uma alternativa para a falta de vagas para hemodiálise nos hospitais e clínicas do país. Ela é muito vantajosa para crianças, que não precisam perder aula, e pacientes que vivem distante dos centros de hemodiálise”
Fonte: Rede Notícia