O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES CIVIS NA PREVENÇÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA ( DRC ) - NOVA ESTRATÉGIA DE AÇÃO POPULACIONAL
Centro de Hipertensão Arterial – HC da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP) – UNESP e Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso ( ABAH )
Daniel Habermann*, Paulo Affonso do Nascimento**, Silvia Regina Rodrigues**, Ana Maria Rodrigues***, Mônica de Paula***, Rita de Cássia Lusoli****, Francisco Habermann *****
O conhecimento e adesão ao controle individual dos fatores de risco cardiovascular ( RCV ) pela população são os desafios modernos para a redução da morbi-mortalidade cardiovascular e índices de internação hospitalar (300 mil mortes/ano no Brasil). Na população de renais crônicos isso é patente. Sabe-se que o conhecimento individual prévio sobre RCV e a mudança do estilo de vida diminuem significativamente a incidência e prevalência de complicações cardíacas, encefálicas e renais crônicas. A Organização Mundial da Saúde vem manifestando preocupação crescente com o avanço das complicações cardiovasculares e renais. No Brasil, 10% da população (quase 20 milhões) é portadora de microalbuminúria e necessita de cuidados preventivos para Insuficiência Renal Crônica (IRC). Importa, urgentemente, conhecer mecanismos de facilitação da adesão populacional aos programas de prevenção de IRC e tal propósito inicia-se pela avaliação populacional do seu conhecimento sobre RCV. No Centro de Hipertensão Arterial de Botucatu – UNESP (CHA), Bigheti, C.P. e col, em trabalho prévio (2009), avaliaram o estado de conhecimento individual sobre fatores de RCV, concluindo que 40% da amostra desconhecia o termo fator de RCV e mais da metade deles (53,4%) nunca discutiu ou ouviu falar desse conceito por parte de seus médicos assistentes. Dentre os últimos, seus preditores clínicos e laboratoriais relatados foram significativos na amostra analisada: 45% sedentários; 11,3% com aumento da circunferência abdominal; 18,6% tabagista ou ex-fumantes; 16,5% dislipidêmicos; 44,3% com familiares dislipidêmicos; 34,6% hipertensos e 72% com familiares hipertensos. Os dados sugerem a importância do estabelecimento e discussão, com o paciente, do seu grau de RCV, hoje uma exigência prévia para o estabelecimento de metas terapêuticas e/ou preventivas de complicações CV e renais, especialmente para diabéticos. Indicam, ainda, a necessária orientação precoce educativa escolar, a intensificação de campanhas de prevenção junto à população (programa ABAH “Qualidade de Vida – Geração sem Idade”) e ações efetivas no Sistema Único de Saúde.
*Médico Especialista em Medicina do Esporte (Personal Med – Botucatu, SP) e Diretor Médico da ABAH ; ** Professor (a) de Educação Física (Personal Med – Botucatu, SP); *** Diretora da ABAH; **** Enfermeira HC, FMB; ***** Docente Faculdade de Medicina de Botucatu–Disciplina de Nefrologia–Dpto. Clínica Médica (UNESP); Correspondência: abahiper@hotmail.com
Tags: Ana Maria Rodrigues, Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso (ABAH), Associações Civis na Prevenção da DRC, Centro de Hipertensão Arterial, Centro de Hipertensão Arterial de Botucatu, Daniel Habermann, drc, Francisco Habermann, HC da Faculdade de Medicina de Botucatu, microalbuminúria, Mônica de Paula, prevenção de IRC, Rita de Cássia Lusoli, Silvia Regina Rodrigues