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Entrevista: Dra. Altair Lima fala sobre Prevenção e Crise na Diálise

sexta-feira, 19 de março de 2010

Em entrevista para a rádio Jovem Pan no dia 17 de março de 2010, a Presidente da SONESP, Dra. Altair Lima falou amplamente sobre a importância conscientização da população sobre os perigos da doença renal, os tratamentos e métodos preventivos existentes e também sobre a crise que vem minando o setor de diálise.

Confira o vídeo na íntegra abaixo.

Vídeo: Dia Mundial do Rim 2010 & Campanha Previna-se

terça-feira, 16 de março de 2010
Na última quinta-feira, dia 11/03/2010, a Dra. Carmen Tzanno concedeu uma entrevista ao vivo nos estúdios do programa Mulheres (TV Gazeta São Paulo) falando à respeito da Campanha Previna-se e o Dia Mundial do Rim 2010.
Assista agora o vídeo na íntegra.

Doença renal afeta 1 em cada 10 adultos

quinta-feira, 11 de março de 2010

De cada dez adultos, um tem insuficiência renal. No entanto, 90% desconhecem isso, conforme a Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo. Cerca de 13 milhões de pessoas sofrem com algum problema nos rins em todo o País. A prevenção é fundamental, porque os sintomas só aparecem quando o órgão já perdeu 50% de sua função. Esse é o principal alerta aos cidadãos, nesta quinta-feira, Dia Mundial do Rim.

Conforme o diretor do Hospital do Rim, José Osmar Medina Pestana, há quatro formas de identificar se os rins trabalham em perfeitas condições: exame de urina, aferição de pressão arterial, ultrassom e teste de creatinina.

Ele explica que pessoas com diabetes, hipertensão arterial e história familiar de doença renal precisam fazer essa avaliação periodicamente, com o acompanhamento de um especialista.

A obesidade e o fumo colaboraram para o surgimento de nefropatias. “Quem possui parentes que tiveram problemas nos rins, a chance do surgimento de doenças nesse órgão aumenta em 10%”, frisa.

Segundo o médico, 40% das doações desse órgão são feitas por familiares. “Os brasileiros estão mais esclarecidos nessa questão. O medo de uma operação é natural, mas as pessoas sempre colaboram para ajudar um familiar”, destaca.

O Ministério da Saúde revela que 34.640 brasileiros aguardam um transplante de rim.Desse total, 10.283 vivem no Estado de São Paulo. Cerca de 800 conseguem sair anualmente dessa agonizante fila de espera.

Milagre

No ano passado, a aposentada Elizabeth Pereira passou por uma experiência que abalou a família. Sua filha, Leila, teve um grave problema nos rins. Ficou cinco dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A notícia surpreendeu a todos, que ficaram aflitos com a situação.

Após um ano de sofrimento, vendo a filha participar das sessões de hemodiálise, Elizabeth assumiu a responsabilidade de salvá-la com a doação do órgão. O gesto de amor ocorreu em novembro do ano passado. Atualmente, ambas vivem bem.

“Agradeço a Deus por ter me dado essa graça de ajudar a minha filha. Considero um milagre. O momento que assinei a autorização para doar meu rim foi o mais emocionante da minha vida”, afirma.

Após trabalhar 30 anos em hospitais, Elizabeth resolveu se aprofundar no assunto. Para alertar outras famílias santistas sobre os perigos da não prevenção de nefropatias, ela, amigos e parentes realizam, neste final de semana, a distribuição de material educativo da Sociedade Brasileira de Nefrologia à população de Santos.

No sábado, a partir das 16 horas, eles estarão concentrados no calçadão do Shopping Parque Balneário, no Gonzaga. No domingo, a campanha será realizada ao meio-dia, em frente à Igreja da Pompeia.

Fonte: Sandro Thadeu – Jornal “A Tribuna”

Associações Civis na Prevenção da DRC

terça-feira, 9 de março de 2010

O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES CIVIS NA PREVENÇÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA ( DRC )  -   NOVA ESTRATÉGIA DE AÇÃO POPULACIONAL

Centro de Hipertensão Arterial – HC da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP) – UNESP e Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso ( ABAH )

Daniel Habermann*, Paulo Affonso do Nascimento**, Silvia Regina Rodrigues**, Ana Maria Rodrigues***, Mônica de Paula***, Rita de Cássia Lusoli****, Francisco Habermann *****

O conhecimento e adesão ao controle individual dos fatores de risco cardiovascular ( RCV ) pela população são os desafios modernos para a redução da morbi-mortalidade cardiovascular e índices de internação hospitalar (300 mil mortes/ano no Brasil). Na população de renais crônicos isso é patente. Sabe-se que o conhecimento individual prévio sobre RCV e a mudança do estilo de vida diminuem significativamente a incidência e prevalência de complicações cardíacas, encefálicas e renais crônicas. A Organização Mundial da Saúde vem manifestando preocupação crescente com o avanço das complicações cardiovasculares e renais. No Brasil, 10% da população (quase 20 milhões) é portadora de microalbuminúria e necessita de cuidados preventivos para Insuficiência Renal Crônica (IRC). Importa, urgentemente, conhecer mecanismos de facilitação da adesão populacional aos programas de prevenção de IRC e tal propósito inicia-se pela avaliação populacional do seu conhecimento sobre RCV. No Centro de Hipertensão Arterial de Botucatu – UNESP (CHA), Bigheti, C.P. e col, em trabalho prévio (2009), avaliaram o estado de conhecimento individual sobre fatores de RCV, concluindo que  40% da amostra desconhecia o termo fator de RCV e mais da metade deles (53,4%) nunca discutiu ou ouviu falar desse conceito por parte de seus médicos assistentes. Dentre os últimos, seus preditores clínicos e laboratoriais relatados foram significativos na amostra analisada: 45% sedentários; 11,3% com aumento da circunferência abdominal; 18,6%  tabagista ou ex-fumantes; 16,5% dislipidêmicos; 44,3% com familiares dislipidêmicos; 34,6% hipertensos e 72% com familiares hipertensos. Os dados sugerem a importância do estabelecimento e discussão, com o paciente, do seu grau de RCV, hoje uma exigência prévia para o estabelecimento de metas terapêuticas e/ou  preventivas de complicações CV e renais, especialmente para diabéticos. Indicam, ainda, a necessária orientação precoce educativa escolar, a intensificação de campanhas de prevenção  junto à população (programa ABAH “Qualidade de Vida – Geração sem Idade”) e ações efetivas no Sistema Único de Saúde.

*Médico Especialista em Medicina do Esporte (Personal Med – Botucatu, SP) e Diretor Médico da ABAH ; ** Professor (a) de Educação Física (Personal Med – Botucatu, SP); *** Diretora da ABAH; **** Enfermeira HC, FMB; ***** Docente Faculdade de Medicina de Botucatu–Disciplina de Nefrologia–Dpto. Clínica Médica (UNESP); Correspondência: abahiper@hotmail.com

SBN e SONESP relatam crise na diálise

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Em matéria para o Brasil Econômico o Presidente da SBN, Dr. Emmanuel Burdmann e o Diretor da SONESP, Dr. Ruy Barata, relatam a crise na diálise.

Clique na imagem ao lado ou AQUI para ler na íntegra.

Fonte: Marcelo Cabral (Brasil Econômico)

URGENTE! Crise da Diálise em São Paulo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

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Diante da situação insustentável das Unidades de Diálise de São Paulo, a SONESP mobilizou-se e foi recebida pelo Dr. José Maria Orlando, secretário adjunto de saúde do município de São Paulo.
Os Diretores observaram ao secretário o nível de fragilidade econômica das Unidades, endividadas e sem capacidade de arcar com novos finaciamentos. Enfatizaram a perversidade do sistema que por conta dos atrasos nos pagamentos, transfere os recursos da saúde para os bancos privados ou estatais através dos chamados empréstimos consignados contraídos pelas unidades.

O Dr. José Maria observou que o governo federal atrasou o repasse dos recursos de outubro para 31 de dezembro o que coincide com o fechamento do tesouro para balanço anual, ocasionando o atual impasse. Reconheceu ainda a instabilidade do sistema e, prometeu envidar esforços para encontrar mecanismos para adiantar as faturas da TRS com recursos municipais e ressarcir-se a seguir. Mostrou-se convencido das necessidades das Unidades e da parcela de responsabilidade da administração municipal. O secretário prometeu-nos todos os esforços para abreviar as datas de pagamentos.

A data de abertura do tesouro está marcada para a partir do dia 11 de janeiro de 2010.

Doença renal crônica atinge 11% da população mundial

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A doença renal crônica tem se alastrado em todo o mundo e já atinge 11% da população. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 90% das pessoas não sabem que têm o problema, já que não há sintomas aparentes nos primeiros estágios. Isso leva, na maioria dos casos, ao diagnóstico tardio, quando há insuficiência renal avançada e já é necessário fazer diálise ou transplante, o que poderia ser evitado.

O grupo de risco engloba idosos, obesos, diabéticos, hipertensos ou pessoas com histórico familiar, que devem fazer, uma vez por ano, exames de urina e de dosagem de creatinina no sangue. “Esses exames podem detectar alterações precocemente e o problema poderá ter cura”, diz a nefrologista Altair Lima, presidente da Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo. Somente no Estado, há mais de 12 milhões de pessoas com risco de desenvolver o problema, segundo dados de 2008.

A doença renal crônica tem cinco estágios. “Ela se instala quando há uma lesão renal por mais de três meses, com função renal normal, aumentada ou diminuída”, explica Altair. No primeiro estágio, a função renal é normal. Com o passar do tempo, a função dos rins diminui e, quando isso ocorre, há a insuficiência renal. “O tratamento é indispensável para a sobrevida do doente”, completa. Além de ser grave por si só, a doença é uma das principais causas de problemas cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita.

O nefrologista Hugo Abensur, do Hospital das Clínicas (HC), afirma que há dois tipos de tratamento, que são adotados de acordo com a gravidade da doença. O primeiro é feito com remédios. No segundo, que engloba menos de 10% dos pacientes, é feita hemodiálise, em clínicas e hospitais, diálise peritoneal, em casa, ou transplante – há 30 mil pessoas na fila e, por ano, 3 mil são operadas. (agência estado)

Levantamento da doença renal nos Estado Unidos será mais atual

terça-feira, 13 de outubro de 2009

141009cDados de incidência e prevalência da doença renal crônica, nos Estados Unidos, estarão disponíveis de forma mais atualizada, segundo o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK, na sigla em inglês). Os dados estarão disponíveis na internet a partir do Sistema de Dados Renais dos Estados Unidos (USRDS, na sigla em inglês) quando ocorrer novo levantamento em dezembro de 2009.

A primeira das novas tabelas de levantamento que mostra incidência e prevalência conta até dezembro de 2008. Como as tabelas são atualizadas trimestralmente, um adicional de três meses será adicionado na contagem. A próxima atualização em Dezembro de 2009 vai incluir contagens paciente através de Março de 2009.

Leia a notícia na íntegra aqui

Colesterol alto atinge 25,4% da população

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

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Pesquisa de empresa de planos de saúde coletou dados de 43.165 clientes entre 20 e 49 anos

A Agência Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação, publicou matéria na qual apresenta que o colesterol alto atinge hoje 25,4% da população, seguindo uma pesquisa realizada por uma empresa de plano de saúde (não revelada) com 43.165 pacientes com idades entre 20 e 49 anos, em 12 estados.

O resultado mostra que o número de brasileiros com alteração nos níveis do colesterol de baixa densidade (LDL), também conhecido como colesterol ruim, aumentou de 18% para 25,4% entre os anos de 2004 e 2008. A elevação foi percebida tanto entre os homens como entre as mulheres, mas é na população masculina que o problema se dá com mais freqüência. O aumento de casos em mulheres, no entanto, ocorreu num ritmo mais intenso. Entre os homens o índice pulou, no mesmo período, de 21,8% para 26,4%; e entre as mulheres, de 14,4% para 23,7%.

Embora o Ministério da Saúde não tenha os dados específicos sobre o problema entre os brasileiros em geral, reconhece que a elevação dos níveis de colesterol representa um importante fator de risco para os problemas do coração.

O diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Rui Ramos, explicou em entrevista à Agência Brasil que a alimentação é responsável por até 20% dos níveis de colesterol. “Dessa forma, uma pessoa que faz uma dieta adequada, rica em frutas, legumes, verduras, carnes magras, além de peixe e frango, reduz nessa mesma proporção a chance de ter o problema”, disse.

Dados do Vigitel, sistema desenvolvido pelo Ministério da Saúde para monitorar por meio de entrevistas telefônicas os fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis, revelam que pelo menos três em cada dez adultos nas capitais brasileiras consomem habitualmente carnes com excesso de gordura e aproximadamente cinco em cada dez ingerem com frequência leite com teor integral de gordura.

O diretor da SBC destacou ainda a importância da atividade física que, segundo ele, atua muito pouco sobre o colesterol ruim, mas eleva os níveis de colesterol bom, que limpa as artérias, reduzindo as chances do quadro evoluir para um enfarto (quando o colesterol ruim fica acumulado em uma artéria do coração) ou para um acidente vascular cerebral, o chamado AVC (quando o acúmulo ocorre em uma artéria do cérebro).

Número de transplantes feitos no país cresce 24%

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

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Procedimentos para rim e fígado cresceram mais

O número de transplantes realizados no país cresceu 24% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período de 2008. O aumento foi puxado pelo Estado de São Paulo, onde o número de transplantes quase dobrou, passando de 671 para 988. O Ministério da Saúde registrou 2.099 procedimentos feitos no país.

De acordo com Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, a tendência de crescimento vem desde 2006. “Temos mais gente preparada hoje e o gerenciamento nos Estados amadureceu”, avaliou.

Os transplantes de rim e de fígado foram os procedimentos que tiveram maior crescimento. No entanto, o ministério registrou queda no número de transplantes de coração e pulmão. “São procedimentos mais complexos e os órgãos “duram menos” fora do corpo humano”, disse Rosana Nothen.

Em São Paulo, o número de transplantes aumentou 51,43% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008.

O levantamento do Ministério da Saúde aponta que o número de transplantes de córneas caiu 10,86% no Estado. O Ministério da Saúde analisa o dado de forma positiva. Segundo a pasta, não há mais fila de espera por transplante de córneas e isso resulta em cirurgias sendo realizadas um mês após a inscrição do paciente. De acordo com o ministério, a rapidez reflete na redução do número de procedimentos, em um balanço de longo prazo.

O ministério vai lançar hoje uma campanha nacional para ampliar a doação de órgãos, orientando as pessoas que comuniquem suas famílias de que desejam ser doadores.

Fonte: Folha de São Paulo | Cad. Cotidiano | 27/09/2009