Arquivo da Categoria ‘Ciência’

Associações Civis na Prevenção da DRC

terça-feira, 9 de março de 2010

O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES CIVIS NA PREVENÇÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA ( DRC )  -   NOVA ESTRATÉGIA DE AÇÃO POPULACIONAL

Centro de Hipertensão Arterial – HC da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP) – UNESP e Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso ( ABAH )

Daniel Habermann*, Paulo Affonso do Nascimento**, Silvia Regina Rodrigues**, Ana Maria Rodrigues***, Mônica de Paula***, Rita de Cássia Lusoli****, Francisco Habermann *****

O conhecimento e adesão ao controle individual dos fatores de risco cardiovascular ( RCV ) pela população são os desafios modernos para a redução da morbi-mortalidade cardiovascular e índices de internação hospitalar (300 mil mortes/ano no Brasil). Na população de renais crônicos isso é patente. Sabe-se que o conhecimento individual prévio sobre RCV e a mudança do estilo de vida diminuem significativamente a incidência e prevalência de complicações cardíacas, encefálicas e renais crônicas. A Organização Mundial da Saúde vem manifestando preocupação crescente com o avanço das complicações cardiovasculares e renais. No Brasil, 10% da população (quase 20 milhões) é portadora de microalbuminúria e necessita de cuidados preventivos para Insuficiência Renal Crônica (IRC). Importa, urgentemente, conhecer mecanismos de facilitação da adesão populacional aos programas de prevenção de IRC e tal propósito inicia-se pela avaliação populacional do seu conhecimento sobre RCV. No Centro de Hipertensão Arterial de Botucatu – UNESP (CHA), Bigheti, C.P. e col, em trabalho prévio (2009), avaliaram o estado de conhecimento individual sobre fatores de RCV, concluindo que  40% da amostra desconhecia o termo fator de RCV e mais da metade deles (53,4%) nunca discutiu ou ouviu falar desse conceito por parte de seus médicos assistentes. Dentre os últimos, seus preditores clínicos e laboratoriais relatados foram significativos na amostra analisada: 45% sedentários; 11,3% com aumento da circunferência abdominal; 18,6%  tabagista ou ex-fumantes; 16,5% dislipidêmicos; 44,3% com familiares dislipidêmicos; 34,6% hipertensos e 72% com familiares hipertensos. Os dados sugerem a importância do estabelecimento e discussão, com o paciente, do seu grau de RCV, hoje uma exigência prévia para o estabelecimento de metas terapêuticas e/ou  preventivas de complicações CV e renais, especialmente para diabéticos. Indicam, ainda, a necessária orientação precoce educativa escolar, a intensificação de campanhas de prevenção  junto à população (programa ABAH “Qualidade de Vida – Geração sem Idade”) e ações efetivas no Sistema Único de Saúde.

*Médico Especialista em Medicina do Esporte (Personal Med – Botucatu, SP) e Diretor Médico da ABAH ; ** Professor (a) de Educação Física (Personal Med – Botucatu, SP); *** Diretora da ABAH; **** Enfermeira HC, FMB; ***** Docente Faculdade de Medicina de Botucatu–Disciplina de Nefrologia–Dpto. Clínica Médica (UNESP); Correspondência: abahiper@hotmail.com

Acupressure diminui sonolência

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

100809cSe usado em pontos estimulantes, essa técnica aumenta a atenção dos alunos e diminui a sonolência em sala de aula. Acupressure – técnica onde o individuo aplica em si algo parecido com a acupuntura – pode ser usada para estimular ou relaxar o sistema nervoso. Contudo, existe pouca evidencia cientifica que comprove a efetividade ou como funciona. Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade de Michigan revelam que o acupressure pode ajudar alunos a superarem a sonolência ao escutarem palestras.

Dividiram um grupo de alunos em dois, uma parte pressionava pontos de acupressure estimulantes e a outra parte pressionava pontos relaxantes. Aqueles do primeiro grupo reportaram um aumento significante na expansão de sua atenção e uma diminuição na sonolência. Isto não foi reparado pelo segundo grupo. Serão necessários estudos futuros para concluir quais os reais benefícios causados pelo acupressure, como melhora no desempenho. A técnica pode ser aplicada em outras situações do dia-a-dia onde a atenção e o alerta são importantes, como no trânsito ou em reuniões.

Fonte: Journal of Alternative and Complementary Medicine/ setembro 2OO5

Asma pode ser provocada por produtos domésticos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

100809bHá uma nova conexão entre sprays para limpeza doméstica e asma, de acordo com estudos europeus. Muitos de nós usamos sprays para facilitar o trabalho doméstico – limpamos móveis, janelas, tapetes e cozinhas. Porém atenção, estes sprays podem engatilhar a asma, dizem pesquisadores de Barcelona. Os espanhóis são os maiores consumidores de sprays para limpeza doméstica do mundo, de acordo com os dados eles abocanham uma fatia de 67% , em segundo lugar vem o Reino Unido, em 3º França, 4º Estônia e em 5º vem a Bélgica.

Analises feitas adiante mostraram que aqueles usando os sprays com freqüência de 3 vezes na semana teriam uma chance 40% maior de risco no desenvolvimento de asma. E aqueles que utilizam os sprays diariamente ou em dias intercalados mostram correr um risco 70% maior de desenvolverem asma do que aqueles que não usam. Parece que pequenas partículas nos sprays podem engatilhar asma nos pulmões daqueles suscetíveis a doença.

Fonte: European Respiratory Society meeting/setembro 2005

Contraceptivos orais reduzem o risco da esclerose múltipla

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

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Uma comparação revela que mulheres que tomam contraceptivos (pílula) correm um risco menor de desenvolver a esclerose múltipla. Pesquisas anteriores sugerem que a gravidez poderia evitar a esclerose múltipla (EM) em muitas mulheres, devido a fatores hormonais. Agora um time da Escola de Harvard de Saúde Pública mostra que contraceptivos orais (CO) tem um efeito benéfico similar. 
Os COs contém estrogênio (hormônio feminino) e previnem a concepção colocando o corpo da mulher num estado artificial de gravidez. Neste estudo, 106 mulheres com EM foram comparadas a 1,001 mulheres que não estavam nesta condição. A comparação revelou que CO é responsável por 40% de redução no risco de EM. Pesquisadores acreditam 
que o estrógeno é o verdadeiro responsável por essa drástica redução, e também comprovaram como já era de se esperar que a gravidez evita o primeiro ataque de EM.

Fonte: Archives of Neurology/ stembrp 2005

Problemas de memória aparecem devido ao gene de Alzheimer

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Problemas de memória aparecem devido ao gene de Alzheimer, mesmo em pessoas saudáveis.

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Pessoas que carregam o genótipo que os predispõe a doença de Alzheimer tem a tendência de esquecer, mesmo que não estejam dementes. Já se sabe que carregar um gene variante chamado Apo E4 aumenta o risco de ter Alzheimer. Agora um time da Universidade de New México revela como essa variante cause sutis efeitos até mesmo em indivíduos saudáveis.
Os pesquisadores trabalharam um grupo de 32 pessoas entre 60 e 87 anos, não dementes. Divididos entre quem carregava ou não o gene variante Apo E4, fizeram um teste de memória prospectiva, onde teriam que lembrar de escrever certa palavra ao serem expostos a outra palavra. Memória prospectiva e muito importante no nosso dia-dia, pois tem tudo a ver com lembrar de fazer coisas.
Aqueles que carregavam o gene variante tiveram piores resultados no teste de memória prospectiva em relação àqueles que não o carregam. Outros estudos sugerem que o Apo E4 esta ligado com problemas de memória episódica- lembranças do passado – também. Não esta claro se aqueles do grupo ApoE4, estavam em estágios precedentes à esclerose e se o teste de memória prospectiva poderia ter sido usado como um diagnóstico. Mesmo quando a esclerose não esta envolvida, pessoas com ApoE4 poderiam aprender técnicas que aperfeiçoem a memória prospectiva.

Fonte: Neuropsychology/janeiro 2OO5

Alzheimer e Chá Verde

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Chá verde benéfico

Um estudo feito em camundongos de laboratório sugere que um componente chave do chá verde pode prevenir os danos cerebrais associados à doença de Alzheimer.
O chá verde vem sendo promovido há muito tempo pelos seus benefícios a saúde. Este componente chave, chamado de epigallocatechin – 3 – gallate (EGCG) tem a propriedade de prevenir o câncer, por exemplo. É um antioxidante de peso e agora, pela primeira vez, um time da University of South Florida sugere que o EGCG pode proteger contra a doença de Alzheimer, pelo menos de acordo com os estudos efetuados em camundongos.
Trataram os camundongos, geneticamente predispostos a desenvolverem Alzheimer, por vários meses com injeções diárias de mais pura forma do EGCG. Houve uma dramática redução – 54 % – nos danos cerebrais ligados ao desenvolvimento da condição. Se transferido para humanos, isto pode sugerir que a suplementação do EGCG poderá prevenir e proteger-nos contra a doença. Contudo, os pesquisadores não acreditam que o chá verde em si seria necessariamente útil – pois alguns outros componentes antioxidantes no chá revertem justamente o efeito do EGCG. O interessante seria produzir um chá verde rico em EGCG ou até mesmo uma variação do próprio chá.

Fonte: Journal of Neuroscience/ setembro 2OO5