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Doença renal afeta 1 em cada 10 adultos

quinta-feira, 11 de março de 2010

De cada dez adultos, um tem insuficiência renal. No entanto, 90% desconhecem isso, conforme a Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo. Cerca de 13 milhões de pessoas sofrem com algum problema nos rins em todo o País. A prevenção é fundamental, porque os sintomas só aparecem quando o órgão já perdeu 50% de sua função. Esse é o principal alerta aos cidadãos, nesta quinta-feira, Dia Mundial do Rim.

Conforme o diretor do Hospital do Rim, José Osmar Medina Pestana, há quatro formas de identificar se os rins trabalham em perfeitas condições: exame de urina, aferição de pressão arterial, ultrassom e teste de creatinina.

Ele explica que pessoas com diabetes, hipertensão arterial e história familiar de doença renal precisam fazer essa avaliação periodicamente, com o acompanhamento de um especialista.

A obesidade e o fumo colaboraram para o surgimento de nefropatias. “Quem possui parentes que tiveram problemas nos rins, a chance do surgimento de doenças nesse órgão aumenta em 10%”, frisa.

Segundo o médico, 40% das doações desse órgão são feitas por familiares. “Os brasileiros estão mais esclarecidos nessa questão. O medo de uma operação é natural, mas as pessoas sempre colaboram para ajudar um familiar”, destaca.

O Ministério da Saúde revela que 34.640 brasileiros aguardam um transplante de rim.Desse total, 10.283 vivem no Estado de São Paulo. Cerca de 800 conseguem sair anualmente dessa agonizante fila de espera.

Milagre

No ano passado, a aposentada Elizabeth Pereira passou por uma experiência que abalou a família. Sua filha, Leila, teve um grave problema nos rins. Ficou cinco dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A notícia surpreendeu a todos, que ficaram aflitos com a situação.

Após um ano de sofrimento, vendo a filha participar das sessões de hemodiálise, Elizabeth assumiu a responsabilidade de salvá-la com a doação do órgão. O gesto de amor ocorreu em novembro do ano passado. Atualmente, ambas vivem bem.

“Agradeço a Deus por ter me dado essa graça de ajudar a minha filha. Considero um milagre. O momento que assinei a autorização para doar meu rim foi o mais emocionante da minha vida”, afirma.

Após trabalhar 30 anos em hospitais, Elizabeth resolveu se aprofundar no assunto. Para alertar outras famílias santistas sobre os perigos da não prevenção de nefropatias, ela, amigos e parentes realizam, neste final de semana, a distribuição de material educativo da Sociedade Brasileira de Nefrologia à população de Santos.

No sábado, a partir das 16 horas, eles estarão concentrados no calçadão do Shopping Parque Balneário, no Gonzaga. No domingo, a campanha será realizada ao meio-dia, em frente à Igreja da Pompeia.

Fonte: Sandro Thadeu – Jornal “A Tribuna”

Associações Civis na Prevenção da DRC

terça-feira, 9 de março de 2010

O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES CIVIS NA PREVENÇÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA ( DRC )  -   NOVA ESTRATÉGIA DE AÇÃO POPULACIONAL

Centro de Hipertensão Arterial – HC da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP) – UNESP e Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso ( ABAH )

Daniel Habermann*, Paulo Affonso do Nascimento**, Silvia Regina Rodrigues**, Ana Maria Rodrigues***, Mônica de Paula***, Rita de Cássia Lusoli****, Francisco Habermann *****

O conhecimento e adesão ao controle individual dos fatores de risco cardiovascular ( RCV ) pela população são os desafios modernos para a redução da morbi-mortalidade cardiovascular e índices de internação hospitalar (300 mil mortes/ano no Brasil). Na população de renais crônicos isso é patente. Sabe-se que o conhecimento individual prévio sobre RCV e a mudança do estilo de vida diminuem significativamente a incidência e prevalência de complicações cardíacas, encefálicas e renais crônicas. A Organização Mundial da Saúde vem manifestando preocupação crescente com o avanço das complicações cardiovasculares e renais. No Brasil, 10% da população (quase 20 milhões) é portadora de microalbuminúria e necessita de cuidados preventivos para Insuficiência Renal Crônica (IRC). Importa, urgentemente, conhecer mecanismos de facilitação da adesão populacional aos programas de prevenção de IRC e tal propósito inicia-se pela avaliação populacional do seu conhecimento sobre RCV. No Centro de Hipertensão Arterial de Botucatu – UNESP (CHA), Bigheti, C.P. e col, em trabalho prévio (2009), avaliaram o estado de conhecimento individual sobre fatores de RCV, concluindo que  40% da amostra desconhecia o termo fator de RCV e mais da metade deles (53,4%) nunca discutiu ou ouviu falar desse conceito por parte de seus médicos assistentes. Dentre os últimos, seus preditores clínicos e laboratoriais relatados foram significativos na amostra analisada: 45% sedentários; 11,3% com aumento da circunferência abdominal; 18,6%  tabagista ou ex-fumantes; 16,5% dislipidêmicos; 44,3% com familiares dislipidêmicos; 34,6% hipertensos e 72% com familiares hipertensos. Os dados sugerem a importância do estabelecimento e discussão, com o paciente, do seu grau de RCV, hoje uma exigência prévia para o estabelecimento de metas terapêuticas e/ou  preventivas de complicações CV e renais, especialmente para diabéticos. Indicam, ainda, a necessária orientação precoce educativa escolar, a intensificação de campanhas de prevenção  junto à população (programa ABAH “Qualidade de Vida – Geração sem Idade”) e ações efetivas no Sistema Único de Saúde.

*Médico Especialista em Medicina do Esporte (Personal Med – Botucatu, SP) e Diretor Médico da ABAH ; ** Professor (a) de Educação Física (Personal Med – Botucatu, SP); *** Diretora da ABAH; **** Enfermeira HC, FMB; ***** Docente Faculdade de Medicina de Botucatu–Disciplina de Nefrologia–Dpto. Clínica Médica (UNESP); Correspondência: abahiper@hotmail.com

URGENTE! Crise da Diálise em São Paulo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

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Diante da situação insustentável das Unidades de Diálise de São Paulo, a SONESP mobilizou-se e foi recebida pelo Dr. José Maria Orlando, secretário adjunto de saúde do município de São Paulo.
Os Diretores observaram ao secretário o nível de fragilidade econômica das Unidades, endividadas e sem capacidade de arcar com novos finaciamentos. Enfatizaram a perversidade do sistema que por conta dos atrasos nos pagamentos, transfere os recursos da saúde para os bancos privados ou estatais através dos chamados empréstimos consignados contraídos pelas unidades.

O Dr. José Maria observou que o governo federal atrasou o repasse dos recursos de outubro para 31 de dezembro o que coincide com o fechamento do tesouro para balanço anual, ocasionando o atual impasse. Reconheceu ainda a instabilidade do sistema e, prometeu envidar esforços para encontrar mecanismos para adiantar as faturas da TRS com recursos municipais e ressarcir-se a seguir. Mostrou-se convencido das necessidades das Unidades e da parcela de responsabilidade da administração municipal. O secretário prometeu-nos todos os esforços para abreviar as datas de pagamentos.

A data de abertura do tesouro está marcada para a partir do dia 11 de janeiro de 2010.

Terapia renal substitutiva deverá ter cobertura integral

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Justiça Federal de Umuarama atende pedido do MPF e determina, em antecipação de tutela, a cobertura integral dos serviços

011009cA União deverá pagar todos os custos dos serviços de Terapia Renal Substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal) que forem prestados, a partir de setembro, aos pacientes do SUS domiciliados na região de Umuarama. A decisão judicial, em caráter de antecipação de tutela, atendeu pedido do Ministério Público Federal em Umuarama em ação proposta em 3 de setembro.

De acordo com o MPF, a maioria dos atendimentos de Terapia Renal Substitutiva estava sendo realizada pelo SUS. No entanto, o Ministério de Saúde impôs teto financeiro para ser gasto com os atendimentos e o valor não estava sendo suficiente para cobrir os serviços realizados. O Instituto do Rim de Umuarama informou ao MPF sobre o déficit financeiro de mais de R$ 200 mil, pois os atendimentos mensais superavam o valor repassado para cobri-los. Também ressaltou que esse déficit (acumulado por meses), poderia comprometer o serviço – inclusive com a paralisação dos serviços para o SUS, deixando os renais crônicos em situação de extremo risco.

O procurador da República em Umuarama, Robson Martins, decidiu propor a ação ao avaliar que a pendência acumulada estava começando a comprometer o serviço e a falta parcial de cobertura financeira pelo SUS aos atendimentos de hemodiálise e diálise peritoneal se caracterizava como verdadeira omissão da União, Estado e Município em sua obrigação constitucional.

Fonte: Redação Bem Paraná, com informações do MPF

Nova Chamada Pública para contratos de TRS

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo publicou, nesta sexta-feira, 14, nova Chamada Pública para as Clínicas interessadas em Prestação de Serviços de Terapia Renal Substitutiva (TRS).

Vale lembrar que  a primeira Chamada Pública  Nº 01/2009 para serviços de nefrologia continua valendo para todas as clínicas já habilitadas. A nova chamada é para as  clínicas que não foram habilitadas anteriormente. As interessadas deverão entregar todos os documentos exigidos  até o dia 24 de agosto de 2009.

Atual Chamada Pública dos contratos de TRS (n° 002/2009) realizará a chamada de pessoas jurídicas de direito privado, especificamente Serviços de Nefrologia, interessadas em prestar serviços de assistência à saúde de forma complementar, de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), na forma e condições elencadas no edital (veja na íntegra ao expandir a notícia no link. Para imprimir o edital completo e modelo de contrato clique aqui). (mais…)

Sonesp realiza Encontro das Unidades de TRS

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

130809bA Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo (SONESP) realiza na próxima segunda-feira, 17, o Encontro das Unidades de Terapia Renal Substitutiva (TRS). O evento está marcado para as 19 horas na própria sede da entidade, Rua Machado Bittencurt, 205, Vila Clementino, em São Paulo. Está confirmada a presença do médico e vereador Gilberto Natalini (PSDB/SP) (foto), que vem se dedicado a enfrentar, na esfera política, as dificuldades que a diálise vem enfrentando na capital paulista.
Os temas que serão abordados em debates durante o encontro serão:
1) O Impacto Financeiro da Qualidade em TRS.
2) Renovação de Contratos das UTRS  no município de São Paulo.
3) Fluxo de  Pagamentos de TRS pela Secretaria Municipal de Saúde.
A presidente da SONESP, Dra. Altair Lima, espera reunir o maior número de nefrologistas, enfermeiros,  contabilistas  e pessoal da administração das Clínicas com o objetivo de estabelecer um amplo debate a respeito da atual situação da nefrologia no Estado de São Paul. “A ideia é, em conjunto, chegar a elaboração de novas propostas de melhoria para a Saúde Pública nesse setor e que possam ser encaminhadas aos responsáveis pela administração pública”, conta Altair.

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